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Créditos de Carbono

Zâmbia, Brasil e Equador avançam no Artigo 6

Read in English → Por · Atualizado em 01/10/2026, 03:36 · ⏱ leitura de 2 min
Árvores na savana africana
Foto: DSD / Pexels

O minuto

  • A Zâmbia inaugurou seu registro nacional de carbono em 7 de agosto de 2026, administrado pela Zambia Environmental Management Agency (ZEMA) com base na Lei nº 18 de 2024 (Green Economy and Climate Change Act), com acordos de cooperação sob o Artigo 6 firmados com Suíça e Noruega.
  • O Brasil, por meio do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) instituído pela Lei 15.042/2024, estabelece meta de redução de 100 milhões de toneladas de CO2e entre 2031 e 2035, com até 50 milhões de toneladas elegíveis para transferência internacional via Artigo 6.2.
  • A Assembleia Nacional do Equador aprovou reformas no mercado de carbono que incluem um Registro Nacional de Mudanças Climáticas e salvaguardas para comunidades indígenas, aguardando sanção presidencial após veto a projeto similar em 2024.

Por que importa: O Artigo 6 do Acordo de Paris, que rege transferências internacionais de créditos de carbono, está saindo da fase de negociação para a de implementação. Com 87 políticas de precificação de carbono em operação no mundo e mais de US$ 107 bilhões em receita pública gerada em 2025 (segundo o Banco Mundial), a infraestrutura que países como Zâmbia, Brasil e Equador estão construindo vai definir como os mercados transfronteiriços de carbono funcionam na prática.

Os três casos refletem estágios distintos de maturidade. A Zâmbia já conta com um registro operacional capaz de rastrear unidades de carbono da emissão ao cancelamento. O Brasil está definindo metodologias para seu mercado regulado, com primeiras aprovações previstas para o fim de 2026, e estuda um memorando de entendimento com a China no âmbito do Artigo 6.2. O Equador ainda aguarda aprovação do Executivo, mas avançou com legislação que separa abordagens reguladas, voluntárias e não mercadológicas. A emissão global de créditos de carbono cresceu 8% entre 2024 e 2025, embora os preços tenham recuado levemente no geral, com créditos de maior qualidade mantendo seus prêmios. via CarbonCredits.com

Na Ásia, Cingapura abriu licitação de 12 milhões de créditos no Artigo 6.

Na Ásia, Japão e Índia abriram canal de crédito no Artigo 6.

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