O minuto
- O ASP7 mira US$ 500 milhões, mais que o dobro dos US$ 240 milhões do fundo anterior (ASP6, fechado em 2025); a estratégia original começou em 2018
- O fundo compra projetos de solar e armazenamento “prontos pra construção” de parceiros desenvolvedores, financia a obra e depois administra o ativo já em operação
- Os fundos anteriores (ASP1 a ASP6) já adquiriram 56 projetos em 10 estados americanos, gerando mais de 218 GWh de energia limpa; o ASP7 já tem mais de 500 MW de projetos em pipeline identificados
Por que importa: O CEO Peter Davidson descreveu solar distribuído e armazenamento como “uma das formas mais rápidas de acrescentar capacidade confiável à rede” no segmento de médio porte — que é justamente o segmento que fica pequeno demais pros grandes fundos de infraestrutura e grande demais pro financiamento tradicional de projeto único, um nicho que fica sem opção clara de capital com frequência.
A primeira captação do ASP7 aconteceu em setembro de 2026, e o tamanho dobrado em relação ao fundo anterior sugere que a demanda por esse tipo de ativo (menor, mais rápido de construir, mais distribuído geograficamente) está crescendo mais rápido que a oferta de capital especializado nesse nicho específico. via ESG Today
O que isso significa para o Brasil
No Brasil, o nicho de solar distribuído de médio porte tem limites próprios. A Lei 14.300/2022 define microgeração como até 75 kW e minigeração como acima disso e até 5 MW para fontes despacháveis ou 3 MW para não despacháveis; a geração fotovoltaica com baterias conta como despachável, mas limitada a 3 MW. O limite de 5 MW até 2045 vale só para as unidades da regra de transição do art. 26. Assim, novos projetos solares acima de 3 MW ficam fora da geração distribuída.
A mudança econômica mais relevante está na transição tarifária. Para unidades fora da regra de transição, o art. 27 prevê cobrança gradual, sobre a energia compensada, de componentes da tarifa de distribuição: 15% a partir de 2023, 60% a partir de 2026, 75% em 2027, 90% em 2028 e a regra definitiva a partir de 2029. Isso reduz, ano a ano, a receita de novos projetos compensados na rede.
No financiamento, o Fundo Clima do BNDES tem modalidade de transição energética que inclui energia limpa e modernização da rede. Dados oficiais consolidados sobre fundos privados dedicados a geração distribuída no Brasil não estão disponíveis nas fontes consultadas.
Outro fundo climático recente é o da responsAbility, que captou US$ 461 milhões para a Ásia.
Em escala maior, a CIP fechou um fundo de US$ 3 bilhões para energia limpa em mercados emergentes.
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