O minuto
- GHG Protocol e ISO estão lançando um padrão único e unificado de contabilidade de carbono, em meio à oposição da ampla maioria das empresas a regras mais rígidas de reporte de Escopo 2 no GHG Protocol.
- O Banco Central Europeu está ampliando a aplicação de fatores de risco climático a empréstimos corporativos em seu arcabouço de garantias (collateral framework).
- Rodadas relevantes de captação marcaram a semana: Commonwealth levantou US$ 1 bilhão para energia de fusão comercial e Antora garantiu US$ 550 milhões para tecnologia de baterias térmicas voltadas à indústria e data centers.
Por que importa: A convergência entre GHG Protocol e ISO em um padrão único pode reduzir a carga de reporte para empresas que hoje navegam múltiplos frameworks, um ponto de atrito recorrente na divulgação corporativa de sustentabilidade. A decisão do BCE sinaliza que bancos centrais estão incorporando risco climático à infraestrutura financeira central, além da supervisão.
A semana também trouxe movimentações em finanças sustentáveis e descarbonização corporativa. O Deutsche Bank registrou seu trimestre mais forte em finanças sustentáveis em mais de quatro anos. A Schneider Electric adquiriu a AiDASH, provedora de resiliência de redes elétricas, por US$ 350 milhões. Singapura publicou padrões propostos de reporte de sustentabilidade alinhados ao ISSB, enquanto o EFRAG apresentou padrões CSRD para empresas de fora da UE. Verra e S&P Global lançaram um novo registro de projetos de carbono, e o CDP apresentou uma plataforma com inteligência artificial para reporte de sustentabilidade. Cobertura completa via ESG Today.
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