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Créditos de Carbono

Preços de créditos de carbono em 2026: quanto se paga de verdade

Read in English → Por contadoracriptooficial@gmail.com · Atualizado em 07/08/2026, 00:17 · ⏱ leitura de 2 min
O minuto
  • Créditos florestais giram entre EUR 7 e EUR 24 por tonelada; REDD+ amazônico começa perto de EUR 12
  • Remoções de engenharia ficam no outro extremo: captura direta de ar passa de EUR 1.000 por tonelada
  • Uma carteira corporativa típica fica entre EUR 25 e EUR 80 por tonelada, conforme a fatia de remoção durável

Por que importa: não existe um preço único do carbono. O que se paga depende do tipo de projeto, da nota de qualidade e da safra, e confundir esses três é o caminho mais rápido para pagar caro ou comprar um crédito que ninguém respeita.

As três perguntas que definem o preço

1. O que o crédito faz? Créditos de emissão evitada (floresta que não é derrubada, aterro que captura metano) são mais baratos porque o carbono nunca chegou à atmosfera. Créditos de remoção (reflorestamento, biochar, captura direta) tiram carbono de circulação, custam mais e são o que os padrões de net zero passaram a exigir.

2. Qual a qualidade do projeto? As notas de agências independentes como BeZero, Sylvera e Calyx Global viraram a moeda real do mercado. Em REDD+, cada faixa de nota vale cerca de dois dólares a mais por tonelada. Projetos bem avaliados sustentam preço, enquanto projetos antigos e mal avaliados não encontram comprador a preço nenhum.

3. Quando a redução aconteceu? É a safra (vintage). Um crédito de 2018 pode valer metade de um recente, ainda que o ICVCM não trate safra como critério de qualidade. O mercado precifica a percepção, não a regra.

O que isso significa na prática

Uma empresa que compensa 1.000 toneladas pode gastar de EUR 7 mil a EUR 1 milhão pela mesma frase de marketing. O jeito honesto de orçar é definir primeiro a composição da carteira (quanto de evitada, quanto de remoção, qual nota mínima) e só depois pedir preço.

No Brasil a conta está mudando: o mercado regulado criado pela Lei 15.042/2024 vai puxar demanda interna para uma oferta que hoje é vendida quase toda para fora, e isso tende a empurrar preços para cima, não para baixo.

Fontes: análises de preço da Sylvera e da Senken em 2026; Core Carbon Principles do ICVCM.

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