O minuto
- O TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) definiu 4 pilares: governança, estratégia, gestão de risco e métricas/metas
- O ISSB (International Sustainability Standards Board) incorporou o TCFD nas normas IFRS S1 e S2, hoje a referência global
- A diferença central para o GRI é a direção do olhar: ISSB mede o risco do clima para a empresa, não o impacto da empresa no clima
Por que importa: Investidor institucional cada vez mais usa a norma ISSB como filtro de alocação, e empresa sem essa divulgação corre o risco de sair de carteiras que exigem o dado.
Os quatro pilares do TCFD
Governança (quem supervisiona o risco climático no conselho), estratégia (cenários e impacto financeiro), gestão de risco (processo de identificação) e métricas e metas (indicadores e progresso). O ISSB manteve essa estrutura ao criar o IFRS S2, específico para clima.
Risco físico e risco de transição
Risco físico é o dano direto de eventos climáticos (enchente, seca) sobre ativos e operação. Risco de transição é o custo de se adaptar a um mundo com regulação de carbono mais rígida, incluindo o custo de ativos que perdem valor (stranded assets).
O que muda para quem reporta
Passa a ser necessário estimar o efeito financeiro do clima nas demonstrações, não só descrever a política ambiental da empresa em texto corrido.
Perguntas frequentes
ISSB é obrigatório no Brasil?
Não de forma estrita. As regras da CVM chegaram a tornar obrigatório o relatório com base no ISSB para companhias abertas a partir do exercício de 2026, mas a Resolução CVM 244/2026 o tornou opcional: a partir de 1º de janeiro de 2027, a companhia aberta que não arquivar o relatório deve justificar a decisão em comunicado ao mercado.
Preciso adotar TCFD e ISSB juntos?
Não. O ISSB já incorpora a estrutura do TCFD; adotar o IFRS S2 cobre a exigência.
ISSB substitui o GRI?
Não, eles respondem públicos diferentes: ISSB para investidor, GRI para impacto amplo da empresa no mundo.
Leia também: como fazer o relatório de sustentabilidade.
Leia também: mercado voluntário x regulado.
Fontes primárias: Recomendações da Task Force on Climate-related Financial Disclosures, em inglês (TCFD, 2017); IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima, em inglês (ISSB, 2023); ISSB e TCFD, em inglês (IFRS Foundation, 2024); Resolução CVM 193/2023 e alterações, texto oficial (CVM, 2023-2026).
Ainda não existe newsletter. Deixe seu e-mail e você será avisado no dia em que existir, antes de qualquer outra pessoa.
