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TCFD e ISSB: o que muda no relato de risco climático

Read in English → Por · Atualizado em 01/10/2026, 03:36 · ⏱ leitura de 2 min
TCFD e ISSB: o que são e o que muda no relatório de risco climático

O minuto

  • O TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) definiu 4 pilares: governança, estratégia, gestão de risco e métricas/metas
  • O ISSB (International Sustainability Standards Board) incorporou o TCFD nas normas IFRS S1 e S2, hoje a referência global
  • A diferença central para o GRI é a direção do olhar: ISSB mede o risco do clima para a empresa, não o impacto da empresa no clima

Por que importa: Investidor institucional cada vez mais usa a norma ISSB como filtro de alocação, e empresa sem essa divulgação corre o risco de sair de carteiras que exigem o dado.

Os quatro pilares do TCFD

Governança (quem supervisiona o risco climático no conselho), estratégia (cenários e impacto financeiro), gestão de risco (processo de identificação) e métricas e metas (indicadores e progresso). O ISSB manteve essa estrutura ao criar o IFRS S2, específico para clima.

Risco físico e risco de transição

Risco físico é o dano direto de eventos climáticos (enchente, seca) sobre ativos e operação. Risco de transição é o custo de se adaptar a um mundo com regulação de carbono mais rígida, incluindo o custo de ativos que perdem valor (stranded assets).

O que muda para quem reporta

Passa a ser necessário estimar o efeito financeiro do clima nas demonstrações, não só descrever a política ambiental da empresa em texto corrido.

Perguntas frequentes

ISSB é obrigatório no Brasil?

Não de forma estrita. As regras da CVM chegaram a tornar obrigatório o relatório com base no ISSB para companhias abertas a partir do exercício de 2026, mas a Resolução CVM 244/2026 o tornou opcional: a partir de 1º de janeiro de 2027, a companhia aberta que não arquivar o relatório deve justificar a decisão em comunicado ao mercado.

Preciso adotar TCFD e ISSB juntos?

Não. O ISSB já incorpora a estrutura do TCFD; adotar o IFRS S2 cobre a exigência.

ISSB substitui o GRI?

Não, eles respondem públicos diferentes: ISSB para investidor, GRI para impacto amplo da empresa no mundo.

Leia também: como fazer o relatório de sustentabilidade.

Leia também: mercado voluntário x regulado.

Fontes primárias: Recomendações da Task Force on Climate-related Financial Disclosures, em inglês (TCFD, 2017); IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima, em inglês (ISSB, 2023); ISSB e TCFD, em inglês (IFRS Foundation, 2024); Resolução CVM 193/2023 e alterações, texto oficial (CVM, 2023-2026).

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