O minuto
- Elétrico: maior corte por quilômetro no Brasil, porque a matriz elétrica é limpa; exige investimento em recarga
- Etanol: corte relevante sem trocar a frota, já que boa parte dos veículos leves é flex
- Biometano: rota do pesado e do agro, quando há resíduo orgânico próprio para digerir
Por que importa: Frota costuma ser a maior fatia do escopo 1, e é o único lugar onde a redução aparece rápido no inventário do ano seguinte.
Como escolher
Comece pelo perfil de uso: rota urbana curta favorece elétrico; rodoviário pesado pede biometano ou diesel renovável; frota leve flex já pode mudar hoje com etanol.
O que medir antes
Litros por mês por combustível, quilometragem por veículo e o tempo parado. Sem isso, qualquer proposta de eletrificação é chute.
O efeito no inventário
A troca aparece no escopo 1 no ano seguinte. Etanol tem fator biogênico e reduz a emissão fóssil reportada; elétrico transfere o consumo para o escopo 2, que no Brasil é pequeno.
Perguntas frequentes
Elétrico compensa no Brasil?
Em rota urbana com uso intenso, costuma compensar por custo por quilômetro; o gargalo é o investimento inicial em recarga.
Etanol reduz mesmo?
Reduz a emissão fóssil reportada, por ser combustível de origem biogênica, e não exige trocar a frota flex.
Biometano serve para empresa pequena?
Serve quando há resíduo orgânico próprio ou fornecedor perto; caso contrário, a logística inviabiliza.
Leia também: o que é escopo 1.
Leia também: energia renovável para empresas.
Fontes primárias: GHG Protocol Corporate Accounting and Reporting Standard, em inglês (WRI/WBCSD, 2004); Fatores de emissão de CO2 do Sistema Interligado Nacional (MCTI, 2026).
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